
A-mor-te
(Por Lilliane Holanda - Uma amiga!)
Fico inerte diante de teus lábios
Vejo neles a insegurança de um futuro incerto,
Que se certo, perfeito.
Satirizas minha dor
Falando de um amor sem amor.
Amei-te e só a ti desejei.
E creio me quiseste,
Mas não o disseste.
E se foi esse sonho,
Nosso sonho já era!
Por ti bebi da quimera,
E morri como morre todo sonho...
Com doce lamento e candura,
De uma alma que só quis ser tua.
Um amor que supera as intempéries, que ultrapassa os limite material... que caminha lado a lado mesmo sem presença... Amor que se intensifica, dulcifica e fortalece a cada dia... que brilha, ilumina, sobrevive! Superando as dificuldades contra a propia felicidade... este amor é enlace e sinergia, é a chama que arde permanente! Suave como a brisa silenciosa caminha de mãos dadas enlaçadas pela delicadeza percorrendo as galáxias num toque de ternura... Acariciando o tempo e o tornando eterno. Isso é trascendental... é união espiritual... em foco de luz no astral... Esse é o encontro de um amor... um amor incondicional!
Já viste, numa tarde de Outono, cair as folhas mortas? Assim caem todos os dias as almas na eternidade. Um dia, a folha caída serás tu. (Josemaria Escrivá)
É muito fácil aproveitar-se da extrema debilidade - física e emocional. Até para o convencer das presumíveis vantagens de uma "morte doce". Muito mais fácil do que proporcionar-lhe todo o apoio e carinho de que necessita para levar a vida até ao fim - sem desistir - e morrer com verdadeira dignidade. Eu só preciso de uma coisa para isso!
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